Cursista 1-
Amanda Pereira da Costa
Minha experiência com a leitura e escrita, se inicia, com os contos de fada
que meu pai contava para que eu pudesse dormir. Lembro-me da forma encantadora
que ele lia, e como se tornavam palpáveis os ambientes e personagens das
histórias contadas. Sempre na noite seguinte ele dava continuidade do ponto ao
qual me lembrava. Assim, o mundo da fantasia e imaginação foram se
desenvolvendo a cada dia em minha vida.
Quanto ao desvendar do mundo das letras, minha mãe iniciou esse processo antes
mesmo da minha entrada na escola, com uma apostila chamada “Caminho Suave”. Já
na escola, minha professora do pré dizia: “tentem juntar as palavrinhas que
vocês veem todos os dias nas ruas, como placas das lojas, nomes de ruas e
números dos comércios”. Bom, depois dessa dica valiosa saia com o nariz
esmagado no vidro do ônibus, tentando decifrar o fantástico mundo das letras e
aborrecendo minha mãe com muitas perguntas sobre o que lia (errado).
Mais velha, na escola, fui apresentada a um livro chamado “O Pequeno
Príncipe”, que escolhi por julga-lo rápido de ler e “bobinho”. Mal sabia eu, a
riqueza guardada dentro daquelas páginas, só sei que se tornou meu livro de
cabeceira, o lei pelo menos uma vez por ano até hoje.
Mas dentro desse maravilhoso mundo das letras, havia um grande problema, tinha
muita dificuldade de ler em voz alta na frente dos colegas da sala, gaguejava,
ficava vermelha e acabava sendo ridicularizada. Nos meus pensamentos, as palavras
deslizavam em minha mente, como se eu estivesse apenas falando, mas elas se
embaralhavam diante dos meus olhos, na frente de uma plateia. Aproveito a
dificuldade que tinha, para orientar meus alunos quanto ao respeitar os colegas
que ainda têm problemas com a leitura. Por eu sempre ler os textos após a
leitura feita por eles, e esses, julgarem “perfeita”, ficam surpresos quando
digo à dificuldade que possuía quando mais nova na escola, e aqueles que leem
mal, acabam se achando capazes de aperfeiçoarem sua leitura, já os que leem
melhor, optam respeitar os demais.
Cursista 2-Aparecida Pereira da
Silva
Sonhar
é preciso, desde menina sempre tive interesse por livros, imaginava uma linda
biblioteca em minha casa para poder
pesquisar a vontade. Em 2001 ganhei umlindo armário de madeira de uma
amiga, a disposição ficou perfeita comprei vários livros, procurava ler a
maioria dos livros sempre voltado para a minha disciplina de Geografia. Com o
passar do tempio fui percebendo que a leitura era fundamental, então passei a
ler de tudo desde uma frase aos grandes livros: literários, técnicos,
românces,etc..,mas a minha paixão sãoos livros do intelectual e geógrafo Milton
Santos. Enfim,o meu trabalho como professora tornaram mais atreaentes com intrusão
de assuntos que tinha lido. Estimular ao aluno ler é o meu lema, sempre carrego
gêneros de leitura. “ler cinco minutos já é o início para gostar de ler”.
Cursista
3-Alexandro Fernandes
A literatura em geral propicia o desenrolar
dos fatos, onde os acontecimentos se concatenam levando o leitor ao esplendor
dinâmico da magia. Acredito dessa forma que, ler e escrever não deve ser
incorporada apenas como um simples hábito, pois inconscientemente se assim for,
desvela uma sensação de obrigações, as quais devem ser cumpridas, mas sim, pelo
contrário, temos que buscar na leitura e/ou na construção da escrita, o
contexto que não aparente, ou seja, demarcado pela representação da letras,
sílabas, palavras e frases. É imprescindível buscar a estética, a qual anuncia
e nos coloca em contato direto com a "forma". Nesse caso, quando
menciono a palavra forma, refiro-me a concepção de Platão. Segundo ele, forma
se refere a essência real e verdadeira das coisas; aquilo que leva o indivíduo
ao conhecimento verdadeiro, isto é, despido de opiniões (dóxas). Justamente,
pela necessidade de encontrar respostas as minhas indagações começou o meu
romance com a leitura. Lembro-me como se fosse hoje, do primeiro livro que tive
contato: tratava-se do livro "Assim falava Zaratrusta" do filósofo
Frederich Nietzsche, tinha apenas 12 anos. Confesso que no início odiei, mas
com o desenrolar do tempo passei a venerá-lo, tanto é verdade que, anos mais
tarde me tornei professor de Filosofia, ponto hoje fundamental, para o meu
processo de construção do conhecimento.Assim sendo, tudo o que posso aconselhar
se resume pela figura da circunferência, onde começa com a leitura e nos leva
sempre a leitura.
Cursista
4- Sueli Perdiz
Quando pequena morava em um sítio, não
havia eletricidade, condução, água encanada era do poço. Tudo era muito difícil
e eu menina, ia sozinha para escola. Terminei o primário, fiz admissão para cursar
"Comércio" que existia na época (isso é antigo!), mas, morando longe
e só não deu certo. Fiquei onze anos sem estudar, só voltando aos 19 anos. De lá pra cá comecei a
trabalhar e tornei-me sócia do Clube do Livro e aí, era só leitura. Entrava no
ônibus e quantas vezes passaram do ponto porque ficava tão entretida com a leitura...
Época que não vou esquecer apesar dos transtornos de percurso. O tempo
passou... Fiz secretariado, Letras, Pedagogia e Supervisão. Li textos
necessários, chatos, maravilhosos e de todos tirei proveito. Outra lembrança
que continua dentro de mim até hoje, que com certeza vocês não conhecem era a
leitura por capítulo da revista Grande Hotel, que coisa boa! Aguardar o próximo
capítulo... Bem, tenho várias experiências boas com leitura e também algumas
péssimas em sala de aula nas 5ª séries do noturno, ninguém queria nada
com nada mas valeu pelos que tinham força de vontade. Esses foram alguns
momentos que lembrei para passar a todos os amigos do curso.
Cursista 5- Tereza Sabino de Carvalho
Minha paixão
pela leitura começou muito cedo e não lembro exatamente o inicio, mas sei que a
influência vem da minha família que é muito grande e unida inclusive nos
momentos de leitura.
Tenho uma ótima lembrança desses tempos,
pois eu, meus vizinhos e irmãos nos reuniam na varanda a noite vendo aquele céu
cheinho de estrelas e os mais velhos ficavam nos assustando ao contar histórias
que ouviram quando eram mais novos como a do homem gigante (sua cabeça fica
acima das nuvens) que pegava as crianças desobedientes, a mulher de branco e
outras que não lembro agora, mas ainda tenho aquela sensação gostosa ao tentar
relembrar. Não tinha tanta televisão. Internet e celular... Nem em sonho
poderia imaginá-los naqueles momentos de pura magia, era mais fácil encontrar o
Saci que pensar em celular e internet, por isso conversávamos e nos reuníamos
muito mais, embora eu adore toda essa tecnologia de hoje como o facebook,
twitter e tudo mais.
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